CCAC trouxe exemplo de Hong Kong a reunião com arquitectos de Macau
Lições de proximidade
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O combate à corrupção no sector privado foi o tema do encontro que reuniu na passada quinta-feira cerca de oito dezenas de sócios- administradores, engenheiros e chefes administrativos de empresas locais de arquitectura e de construção civil. O colóquio, só ontem noticiado através de um comunicado à imprensa do Comissariado Contra a Corrupção (CCAC), teve como figura central Andrew Chan, membro do comissariado de Hong Kong e vice-presidente da Hong Kong Institution of Engineers. Perante os profissionais locais dos ramos de arquitectura e construção civil, o orador analisou os factores de corrupção no sector e as diferentes formas de corrupção activa e passiva. Segundo a nota do CCAC, Chan defendeu a criação de medidas preventivas para os diversos ramos do sector e para as diferentes fases da realização de obras. Andrew Chan salientou que a promoção da prevenção no sector pode, possivelmente, encontrar alguns obstáculos no início. Por isso concluiu que é necessária uma grande cooperação entre as partes interessadas e envolvidas.
Segundo a mesma nota, Nuno Jorge, presidente da Associação de Arquitectos de Macau, reconheceu que no contexto do constante crescimento económico de Macau a prática de corrupção é um fenómeno que afecta, e continuará a afectar, a RAEM. Nesse sentido, podem-se tirar ensinamentos e fazer valer a experiência de Hong Kong na prevenção da corrupção em Macau, disse o representante dos arquitectos locais, citado na nota do CCAC.