28.5.08

Empresa portuguesa quer competir com vinhos australianos e americanos
Adega Cooperativa de Borba
aposta na gama alta


A Adega Cooperativa de Borba quer manter a sua quota de mercado de cerca de 150 mil garrafas em Macau e reforçar a venda de vinhos da gama alta, disse ontem à agência Lusa o director geral da cooperativa.
"Queremos, pelo menos, manter o volume de vendas nas 150 mil garrafas, mas como a quota dos vinhos da gama alta representa apenas 20 por cento temos como objectivo aumentar para 25 a 30 por cento", explicou Francisco Henriques.
O responsável da Adega esteve cerca de uma semana em Macau para uma acção de promoção no território e em Hong Kong, numa missão de contacto directo com os operadores turísticos e que terminou com um jantar onde juntou os vinhos da Adega e a gastronomia alentejana.
Francisco Henriques admitiu que os vinhos portugueses enfrentam no mercado de Macau uma forte concorrência dos vinhos do novo mundo, sobretudo Austrália e Estados Unidos, fruto da maior apetência para esses vinhos por parte de quem tem poder de escolha nos novos empreendimentos turísticos do território.
"Nas novas unidades um gestor australiano ou americano tem sempre alguma inclinação para escolher os seus vinhos e nós temos de apresentar o nosso produto que, na relação qualidade preço é bastante competitivo, tendo por isso mais espaço para se afirmar", disse Francisco Henriques.
Além dos grandes empreendimentos, Francisco Henriques defende uma campanha de aproximação "a todo o sector da restauração" numa acção que "tem vindo a ser intensificada e melhorada gradualmente".
"Queremos ir ao encontro das pessoas, mostrar o nosso produto e acompanhar o mercado onde o sucesso obriga a deslocações constantes, cerca de dois em dois meses", explicou.
Portugal continua a ser o principal exportador de vinhos para Macau, tendo vendido em 2007 um total de 794.041 litros, correspondentes a uma quota de mercado de 42,13 por cento.
Estes números representam uma quebra de 30,53 por cento face aos 1.233.157 litros vendidos em 2006 a que correspondia uma quota de 62,39 por cento.
As vendas de vinho português para Hong Kong aumentaram 33,70 por cento em 2007, para os 95.072 litros, correspondentes a uma quota de mercado de 0,4 por cento.

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