Governo nega "lista negra" na emigração
Au Kam San interpelou o Governo para saber por que motivo Michael Mak Kwok-fung e um outro membro da Liga para a Democracia de Hong Kong foram impedidos de entrar em Macau. O deputado suspeitava da existência de uma "lista negra", e afirmava mesmo que os agentes da emigração registavam de forma diferente determinadas pessoas.
Ontem, o chefe do Gabinete do secretário para a Segurança, Vong Chun Fat, negou a existência de tal lista. Na resposta ao deputado, o responsável afirma que "o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) tem a responsabilidade de recusar, conforme disposição legal, a entrada em Macau de pessoas não residentes que não reúnam os requisitos de entrada, por forma a defender a segurança e ordem pública de Macau, salvaguardando a tranquilidade da sociedade e da população."
Assim, continuou, "o CPSP recusou a entrada do residente de Hong Kong referido na interpelação (Michael Mak Kwok-fung) com base no disposto na Lei de Bases da Segurança Interna da Região Administrativa Especial de Macau."
Ainda segundo Vong Chun Fat, "a notificação de recusa de entrada, entregue na altura pelo agente da polícia de Macau, para além dos dados de identificação da pessoa em causa e as bases legais para recusa de entrada no território, não consta que essa pessoa integre qualquer lista."
O responsável termina acrescentando que "no CPSP não existe a lista referida na interpelação, nem nunca foram dadas instruções aos agentes da polícia para efectuar qualquer registo especial para com as pessoas mencionadas na interpelação."