Número de desalojados sobe para mais de 15 milhões
Mais de 69 mil mortos
no sismo de Sichuan
Mais de 69 mil mortos
no sismo de Sichuan
O sismo de 12 de Maio no sudoeste da China provocou 69.016 mortos e 18.830 pessoas continuam desaparecidas, segundo o último balanço divulgado ontem pelo Governo chinês.
Este novo balanço contabiliza mais 39 mortos em relação aos dados divulgados sábado.
Segundo o Governo de Pequim, o sismo de magnitude 8 que atingiu a província de Sichuan a 12 de Maio, provocou ainda mais de 15 milhões de desalojados.
Apesar de já terem decorrido 19 dias, os serviços de socorros chineses resgataram ontem dois mineiros feridos nas montanhas de Sichuan.
Mi Chengfu, 51 anos, e Liu Hongkun, 45 anos, foram içados de uma zona de difícil acesso às 10:00 locais (03:00 em Lisboa) por um helicóptero do Serviço Aéreo de Hong Kong.
Os serviços de ajuda localizaram sexta-feira os dois sobreviventes numa zona montanhosa nas proximidades da localidade de Qingping, com ferimentos no tórax e nas costas, mas só ontem foi possível resgatá-los devido às difíceis condições meteorológicas.
A descoberta ocorreu depois de alguns colegas de trabalho já resgatados terem informado as autoridades que havia mais sobreviventes na zona.
Os dois mineiros foram transportados para um hospital na cidade de Guanghan, 25 quilómetros a norte de Chengdu, capital da província de Sichuan flagelada pelo sismo.
Os dois homens alimentaram-se durante a longa espera por resgate graças a reservas de arroz e água que puderam guardar, segundo explicaram após terem sido salvos.
Entretanto, um helicóptero militar chinês despenhou-se sábado com 14 pessoas a bordo durante as operações de socorro.
Segundo a Xinhua, o acidente ocorreu sábado quando um helicóptero atravessou uma zona de nevoeiro e de “fortes correntes de ar” quando voava perto da cidade devastada de Yingxiu, epicentro do sismo de Sichuan. Nenhum balanço do acidente foi revelado.
O helicóptero do exército e os quatro membros da tripulação procediam à evacuação de 10 feridos quando o acidente ocorreu, referiu a agência.
Ainda no sábado, foi anunciado que os trabalhos para prevenir a ruptura de uma barragem natural formada pelo sismo, que ameaça potencialmente 1,3 milhões de pessoas, estão quase terminados, afirmou um alto responsável local.
“Actualmente, penso que a situação relativa ao lago está sob controlo, não temos mais receios sobre a possibilidade de inundações descontroladas”, afirmou Han Guijun, um responsável do partido no condado de Beichuan.
As autoridades deram ordem para retirar cerca de 100 fontes radioactivas não identificadas e para evacuar cerca de 5.000 toneladas de produtos químicos da zona inundável.
O exército chinês enviou centenas de soldados para a barragem, formada por enormes deslizamentos de terra, após o tremor de terra, que devastou a região, mas os militares estão prestes a abandonar a zona, explicou Han Guijun.
CAIXA
Portugal doa 250 mil dólares
Portugal doa 250 mil dólares
Na última sexta-feira, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação português, João Cravinho, disse que Portugal vai contribuir para a recuperação do sismo de Sichuan enviando 250 mil dólares à Cruz Vermelha chinesa.
"Portugal vai entregar 250 mil dólares à Cruz Vermelha da China", afirmou João Cravinho, confirmando a ajuda portuguesa à recuperação do sismo de Sichuan.
Segundo o secretário de Estado, parte desta ajuda poderá ser entregue em medicamentos, que é um dos bens prioritários da lista de material de auxílio pedido pela China, uma vez que Portugal não tem capacidade produtiva para enviar tendas para Sichuan.
"Vamos contribuir com a ajuda possível e estamos a analisar a melhor forma para responder ao apelo do governo chinês", disse.
João Gomes Cravinho esteve em Pequim para discutir "relações bilaterais e o interesse mútuo internacional", num encontro com o seu homólogo chinês em que o tema forte foi a cooperação sino-portuguesa em África.