14.4.08

Carlos Páscoa, deputado do PSD eleito pelo círculo fora da Europa, visita território
Portugal tem de olhar mais para Macau

O Governo português deve apostar na criação de um atendimento social no consulado em Macau e deve realizar visitas regulares ao território para manter o contacto com a comunidade, defendeu ontem o deputado Carlos Páscoa.
Eleito pelo círculo fora da Europa nas listas do PSD, Carlos Páscoa, ele próprio um antigo emigrante português no Brasil durante 35 anos, afirmou, em declarações à agência Lusa, que Portugal tem de olhar mais para Macau e manter um contacto regular com a comunidade residente na actual região administrativa especial da China.
"Aqui em Macau temos, felizmente, um bom atendimento consular, coisa que não é muito comum na maioria dos locais e o que me têm colocado como questão é a necessidade de ter um apoio social, isto é, um apoio através de um técnico de serviço social ou de um estrutura dedicada a essa função no consulado para os portugueses mais necessitados", disse.
O deputado acrescentou também que o Governo português deve reforçar a sua presença.
"O grande legado que podemos deixar para o futuro de Macau será a língua, as tradições e a cultura portuguesa e quando o Governo português não envia ninguém, como o fez no ano passado, às comemorações do 10 de Junho acho que é uma falta de consideração, uma falta de visão do que queremos para a presença de Portugal no futuro e isso é imperdoável", afirmou à Lusa após os primeiros contactos em Macau.
Carlos Páscoa sublinhou também que "são actos permanentes de visita das autoridades para dialogarem com a comunidade (portuguesa) e autoridades de Macau que proporcionam uma maior aproximação dessa mesma comunidade com o país de origem e é por essa ausência que a comunidade se sente distanciada de Portugal".
Em Macau, Carlos Páscoa quer conhecer os problemas dos portugueses residentes no território para depois, já em Lisboa, "tentar influenciar de alguma forma a secretaria de Estado das Comunidades para que as reclamações e os anseios das comunidades sejam atendidos".
Até ao final do dia de hoje, Carlos Páscoa vai manter contactos com o conselheiro Pereira Coutinho, com o cônsul Moitinho de Almeida, dirigentes da Casa de Portugal, da Associação de Macaenses, Escola Portuguesa e Associação de Pais.
Instado a comentar a razão porque tem agendado um jantar com o núcleo do PSD local e não com a comunidade portuguesa, Carlos Páscoa disse "estar aberto" a um encontro alargado com a comunidade e apontou "dificuldades de organização" como justificação para a não concretização desse encontro.
"Penso que numa próxima visita isso já será possível e iremos pedir apoio às associações para tentar concretizar a ideia que é sempre positiva para todos", disse ao salientar que no quadro dos contactos que fez e vai fazer em Macau tem "legitimidade para dizer" que esteve com a representação da comunidade e que o contacto partidário é também ele uma forma de obter uma "visão mais enriquecida do que se passa no território".
Depois de Macau, Carlos Páscoa segue para Malaca onde, garante, "não é efectuada uma visita de um deputado pelo círculo fora da Europa há cerca de 20 anos".
"O objectivo da minha visita a Malaca é demonstrar para aquelas pessoas que hoje já são terceira e quarta geração e que a maioria já nem fala o português mas continuam a manter as tradições e as coisas portuguesas que Portugal de alguma maneira se interesse pelo trabalho que fazem", concluiu.

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