Académicos macaenses e do exterior reunidos
Associação de Estudos Europeus em Macau
Associação de Estudos Europeus em Macau
Académicos de Macau e do exterior lançaram ontem as bases da Associação de Estudos Europeus durante a conferência dos 50 anos da União Europeia que decorreu na Universidade de Macau.
Em declarações à agência Lusa e Rádio Macau, Paulo Canelas de Castro, coordenador da conferência, explicou serem objectivos da nova associação a promoção do “estudo e o conhecimento do Direito da União Europeia e da União Europeia em geral, das suas actividades nos mais diversos domínios como o económico, social, ambiental e político”.
O mesmo responsável indicou também como objectivo a promoção do ”bom relacionamento” entre a União Europeia e a China de uma forma geral.
“Foi entendido como oportuno lançar uma associação para que no futuro se possa continuar a trabalhar nas questões do Direito da União Europeia”, disse ao salientar que a opinião dos académicos “Foi unânime”.
“Há muito espaço para reflectir sobre estes assuntos e as pessoas que de uma forma geral têm trabalhado nestes domínios decidiram organizar-se”, explicou Paulo Canelas de Castro ao salientar que a conferência, onde participam nomes portugueses como Manuel Porto, Gomes Canotilho ou Maria João Rodrigues foi o “catalizador” da iniciativa.
A conferência que ontem terminou na Universidade de Macau tem como temática avaliar o passado e olhar para o futuro da União Europeia e está integrada na cátedra Jean Monnet que a Universidade organiza.
Com a participação de cerca de 35 especialistas em questões europeias como Maria João Rodrigues, Manuel Porto ou Gomes Canotilho, a conferência conta também com a participação de João Gomes Cravinho, o secretário de Estado português dos Negócios e Cooperação, que falará sobre as relações entre a Europa e África.
Vários académicos chineses como Dai Bingran, director honorário do centro de Estudos Europeus da Universidade de Fudan e que vai reflectir sobre a parceria entre a União Europeia e a China, ou Zhou Hong, director do Instituto de Estudos Europeus da China e que irá explicar a perspectiva chinesa sobre a estratégia de Lisboa, participam também na conferência.