30.6.08

Governo de Macau solidário com a província que está a ser reconstruída
Edmund Ho anuncia plano
de ajuda de cinco anos


O líder do Governo de Macau anunciou sábado um plano de cinco anos de ajuda à reconstrução de Sichuan, província afectada por um violento sismo a 12 de Maio, considerado o mais devastador da história da República Popular.
Num encontro com a imprensa de Macau no final de um dia de visitas a locais afectados pelo sismo e a contactos políticos com as autoridades da província para definir um papel para Macau no apoio à reconstrução, Edmund Ho revelou que a ajuda da Região administrativa Especial que lidera vai centrar-se na reconstrução de infra-estruturas públicas.
O mesmo responsável nomeou hospitais, escolas, instalações desportivas e culturais como objectivo central do apoio de Macau mas não excluiu a possibilidade de canalizar também apoios financeiros para pontes e outras infra-estruturas.
”Faremos tudo o que nos for possível para ajudar”, afirmou Edmund Ho que garante também que o apoio de Macau irá ultrapassar os 100 milhões de patacas que o Governo concedeu à província imediatamente após o sismo.
”Internamente temos um orçamento mas precisamos de mais algum tempo para o revelar”, explicou Edmund Ho para evitar anunciar os montantes do apoio que necessitam de coordenação e de estudo por parte de um grupo de trabalho.
O chefe do Governo disse também que a coordenação do grupo interdepartamental que vai gerir a ligação com a província de Sichuan para o apoio de Macau será liderado pelo Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Fernando Chui Sai On, que acompanha Edmund Ho na visita.
Na mesma ocasião, Edmund Ho disse ainda que ao final da tarde de sábado manteve com o seu homólogo de Hong Kong, Donald Tsang, um encontro com o vice-presidente chinês Xi Jinping – apontado por vários especialistas como um dos mais fortes candidatos à sucessão de Hu Jintao na chefia do Estado e responsável máximo pelos assuntos de Macau e Hong Kong no Partido Comunista chinês.
”Falamos essencialmente na intenção das duas Regiões Administrativas Especiais em ajudar Sichuan e o vice-presidente saudou à população de Macau que disse irá visitar em breve”, concluiu Edmund Ho.

CAIXA
RAEM mobilizou-se para apoiar vítimas

Depois da grande manifestação de orgulho chinês aquando da passagem da tocha olímpica por Macau, a população de Macau não poupou esforços na ajuda às vítimas do sismo de Sichuan.
O movimento de solidariedade não foi tão visível como aquele que aconteceu aquando do tsunami no sudeste asiático, não por falta de vontade popular, mas porque desta vez a entrega de donativos era essencialmente financeira, em detrimento de mantimentos ou outros bens de consumo, como roupas.
Numa acção pouco habitual, senão inédita, até os casinos, que funcionam 24 sobre 24 horas, suspenderam operações aquando dos três minutos de silêncio decretados pelo Conselho de Estado.
A cidade não parou, nunca pára, mas a adesão popular foi significativa. Parados nos passeios ou buzinando constantemente durante os três minutos, cidadãos comuns ou automobilistas expressaram o pesar pelas vítimas.
Depois do Governo ter doado 100 milhões de patacas, seguido por 10 milhões da Fundação Macau, a população efectuou donativos mais ou menos anónimos que foram chegando ao Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau, que recebeu um total de 206 milhões de patacas.
Já nas contas da Cruz Vermelha de Macau entraram 68,3 milhões de patacas de donativos de apoio às vítimas e à reconstrução, enquanto que a Cáritas recebia cerca de 5 milhões de patacas.
Mas a população de Sichuan precisa de mais, já que o sismo de 12 de Maio deixou milhares de desalojados, destruiu infra-estruturas básicas de várias cidades e aldeias que irão começar agora a ser reconstruídas num plano que se prevê demorar três anos.
Macau e Hong Kong vão apoiar de forma autónoma mas num trabalho conjugado com os líderes provinciais.

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