Relatório de auditoria à gestão de fundos do MAIGOC
CA critica falta de eficácia
para controlar realização de capital
CA critica falta de eficácia
para controlar realização de capital
O Comissariado da Auditoria (CA) divulga hoje o relatório de auditoria específica dedicado à “Gestão de fundos do Comité Organizador dos 2.os Jogos Asiáticos em Recinto Coberto, S.A.” (MAIGOC).
Entre as principais conclusões do relatório, o CA destaca que "o MAIGOC não tinha um procedimento eficaz para controlar os momentos de realização do capital pelos accionistas, o que provocou a entrada demasiadamente cedo dos fundos e a consequente formação de grande volume de fundos parados."
Além disso, continua o relatório, "a MAIGOC não introduziu nenhuma medida de prevenção de risco cambial na realização de 11 grandes despesas pagas em divisas, o que obrigou ao dispêndio adicional cerca de 560 mil patacas nos pagamentos, devido a flutuações cambiais."
Entre as recomendações, baseadas na auditoria realizada, o CA sugere que "os dirigentes competentes envolvidos devem potenciar a função de gestão de fundos, gerindo de forma eficaz as entradas e as saídas de fundos e determinando os melhores momentos para a entrada de capitais, em tranches separadas, de acordo com as reais necessidades de operação."
Relativamente às despesas em divisas, o CA sugere que, uma vez autorizadas, "devem ser logo estabelecidas medidas para prevenir o risco cambial e escolhidos os instrumentos de prevenção de riscos."
A MAIGOC foi constituída em 18 de Maio de 2004, com duração até 31 de Dezembro de 2007. Tinha por objectivo a concepção, preparação, promoção e organização dos 2os Jogos Asiáticos em Recinto Coberto, de 26 de Outubro a 3 de Novembro de 2007, bem como outros eventos atribuídos pelo Governo.
Assim, ao longo de três anos, realizou ainda os 1os Jogos da Lusofonia, de 7 a 15 de Outubro de 2006.
O capital social MAIGOC foi realizado pelo Governo da RAEM, no valor total de 870 milhões de patacas.