Mostrando postagens com marcador Nº 1514 - Segunda-feira 07 de Abril de 2008. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nº 1514 - Segunda-feira 07 de Abril de 2008. Mostrar todas as postagens

7.4.08

Instituição altera política de subsídios e deixa de ter vocação de mecenas
"Morreu a Fundação Oriente,
viva o Museu do Oriente"


A Fundação Oriente, tal como a conhecemos, não faz mais sentido; a Fundação será quase só o Museu. A todos os níveis, mesmo financeiro

João Paulo Meneses
putaoya@hotmail.com

Como é que a Fundação Oriente vai conseguir quatro milhões de euros para a manutenção do Museu do Oriente, que abre daqui a um mês (uma vez que o seu presidente revelou que esses custos deverão situar-se precisamente entre os três e os quatro milhões de euros)?
Tomando os números de 2006, os últimos disponíveis, a Fundação teve 12 milhões de euros de receitas e 16 milhões de despesas.
Monjardino, que é – sobre isso haverá poucas dúvidas – um bom gestor, pode tentar apertar as despesas, pode encontrar os fundos de investimento com melhores rendibilidades, pode até conseguir mais-valias em negócios em que a FO está ou venha a estar envolvida, mas, além da imprevisibilidade dos mercados financeiros, a verdade é que três ou quatro milhões de euros não são um subsidio de mil euros que se decide atribuir ou não.
A Fundação Oriente tem de cortar em algo de significativo para poder manter o Museu e o caminho parece óbvio, entre outras opções que também possam surgir: os subsídios.
Ainda relativamente a 2006, a FO atribuiu quase cinco milhões de euros de subsídios, tanto (um pouco mais) em Portugal como no Oriente.
É por isso que Carlos Monjardino tem vindo a dizer de há uns tempos para cá que a FO pretende reduzir as comparticipações por exemplo na Escola Portuguesa (o maior ‘cliente’ individual da FO) mas também no IPOR. Recentemente a Rádio Macau dava conta que esse corte atingiria metade do valor actual, sendo que não se conhece a posição do Ministério da Educação sobre essa (e outras) matéria(s). Recorde-se que o PONTO FINAL confrontou a ministra com essa questão e não obteve resposta.

«Redefinição de prioridades» e
«um novo ciclo»

Mais sorte teve com a Fundação Oriente.
A um conjunto de questões enviadas, respondeu Guilherme Vaz, o director financeiro da FO com um texto em que se fica a saber, nomeadamente, como é que haverá uma Fundação antes e depois do Museu.
«Assegurar a sustentabilidade deste projecto passa, necessariamente, por uma reorientação estratégica da gestão da Fundação, traduzida numa criteriosa afectação de recursos e sua rigorosa monitorização e avaliação de risco, numa redefinição de prioridades, a par da dinamização de fontes de receitas associadas ao próprio Museu do Oriente que contribuam para minimizar o impacte do lado dos custos».
Guilherme Vaz deixa, mesmo, claro que a FO que todos conhecemos, especialista em atribuir subsídios, é passado: «A opção assumida de criação do Museu do Oriente marca claramente um novo ciclo na vida da Fundação e confere-lhe um próximo perfil de actuação, qualitativa e quantitativamente diferenciado daquele que foi o seu trajecto de 20 anos como instituição mecenática, vocacionada para a atribuição de apoios e subsídios em larga escala. Com o Museu e através dele, a Fundação Oriente atingirá um novo estádio na forma de cumprir fielmente os seus objectivos estatutários, fazendo sobressair e comprometendo-se publicamente como verdadeira obreira dessa ponte cultural entre o Ocidente e o Oriente, que constitui a sua missão central».

Um museu mais ambicioso (e caro)
e «resultados intangíveis»

Guilherme Vaz explica ainda que os esforços da gestão da FO não se ficarão pela alteração na política de subsídios e que para além «do já referido reforço na adopção de medidas de contenção do lado das despesas, a Fundação não deixará de prosseguir uma linha de orientação, oportunamente gizada e da qual se estimam resultados durante o exercício de 2008, de realização de mais-valias, que proporcionará um reforço das disponibilidades e um maior conforto na alocação de fundos sob gestão propiciadores de uma base regular de proveitos».
O gestor da FO lembra no texto enviado ao PONTO FINAL que «Por vicissitudes várias, só agora, ao fim de 20 anos de vida da Fundação, foi possível concretizar tal projecto, que acabou por adquirir contornos e características um pouco mais alargados que os imaginados nos planos iniciais da Fundação, ao oferecer um conjunto de valências que, mais que um museu, o configuram como um centro cultural multidisciplinar. Um projecto desta dimensão envolveu, naturalmente, um significativo investimento, associado à aquisição do imóvel, a todas as obras de adaptação do mesmo e aos respectivos equipamentos e recheio». Mas também – e é algo em que Monjardino tem sempre insistido – que «Pelo carácter não lucrativo da própria Fundação Oriente mas, em especial, pela natureza do projecto cultural que é o Museu do Oriente, também facilmente se entende que, apesar do pragmatismo com que se perspectivam as implicações financeiras da sua exploração, o mesmo não pode ser avaliado exclusivamente em termos de estrita rentabilidade económica ou financeira». Ou seja, «este projecto não pode deixar de ser encarado e valorizado como uma fonte de resultados “intangíveis” ou não facilmente quantificáveis».
Em resumo, explica Guilherme Vaz, há novos objectivos, uma nova forma de cumprir a missão da Fundação criada há 20 anos: «após um ciclo de 20 anos de significativo suporte aos mais diversificados projectos de natureza cultural, educativa, artística, filantrópica e social, especialmente em Macau, Goa, Timor e Portugal, a Fundação Oriente passará a cumprir a sua missão estatutária [«fomentar a continuidade e incrementar o reforço das ligações históricas e culturais entre Portugal e os países do Extremo Oriente»] através de um enfoque de actividade centrada no Museu do Oriente, daqui resultando um reajustamento na política de gestão financeira».

CAIXA
O que será o Museu

Eis os benefícios que a FO enumera com a criação do Museu do Oriente, através do seu gestor Guilherme Vaz: «a criação de um palco de excelência para a cooperação e intercâmbio entre Portugal e o Oriente asiático; a oportunidade para um acrescido conhecimento em Portugal das culturas e civilizações do Oriente; o tributo da Fundação para uma maior visibilidade de Macau e da sua realidade, em Portugal e na Europa; o enriquecimento do património cultural nacional; a valorização de um património edificado do Estado Português que estava desaproveitado; o efeito próprio e também o que induzirá na requalificação urbanística da zona ribeirinha da cidade de Lisboa e no mercado turístico de toda a região.»
Oriente q.b. em Lisboa: especialistas dizem de sua justiça
Dois museus na mesma rua:
dúvidas ou complementaridade?


Entre a Junqueira (CCCM) e Alcântara (MO) são dez minutos a pé. Há quem tenha dúvidas sobre a coexistência mas também há quem fale em complementaridade. O presidente do CCCM não diz nada…

João Paulo Meneses
putaoya@hotmail.com

Com o Museu do Oriente inaugurado, Lisboa passa a ter dois espaços com vocação idêntica, ainda que ambições diferentes, separados por dois ou três de quilómetros. Ainda por cima, o Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) também possui uma vocação de Museu.
Daí que o PONTO FINAL tenha pretendido avaliar a opinião de vários especialistas sobre estas questões, ao mesmo tempo que questionou o presidente do Centro (ver texto nesta página).
Se relativamente à coexistência das duas instituições se dividem as opiniões entre aqueles que aceitaram responder, já sobre a criação do Museu não há ninguém que não aplauda.
Vasconcelos Saldanha por exemplo considera que «a próxima concretização do projecto do Museu do Oriente, da Fundação Oriente, é motivo de regozijo para todos os que em Portugal se preocupam pela manutenção e desenvolvimento das mais variadas facetas do interesse pela Ásia».
O antigo presidente do IPOR elogia aquilo que designa por «apelo ao termo ‘Oriente’» uma vez que isso faz esperar que «o âmbito “geográfico-cultural” ou “geográfico-científico” vá para lá das dimensões reducionistas de um “Museu de Macau” ou “da China”. É tempo de afirmar em Portugal a maioridade de uma aproximação a um “Oriente” global e este projecto suscita uma excelente oportunidade para o fazer. E bom é que ela surja no âmbito do privado já que o público (oficialmente vocacionado e departamentalizado para o fazer) vai acumulando provas sobejas de inabilidade para o pensar, quanto mais para o fazer!».

Elogios e… reticências

António Graça de Abreu, professor de língua e cultura chinesa, entende que «A Fundação Oriente possui um valiosíssimo acervo de peças relacionadas com a China e com o Oriente. Por todas as razões (mais, fundamental, Macau !) se justifica um Museu do Oriente». E Jin Guo Ping vai mais longe, considerando também importante a opção pela ideia do Oriente: «Pela gesta portuguesa no Oriente, Portugal merece um Museu do Oriente de há muito tempo. A FO está de parabéns pela iniciativa».
Menos entusiasmada é a opinião de Arnaldo Gonçalves. O presidente do Fórum Luso-Asiático diz que encara «com agrado, a abertura em Lisboa de um espaço museológico dirigido a consagrar a nossa relação de 440 anos com a China, por via de Macau. O diálogo intercultural Luso-Chinês não é um palavra vã e temos pena que essa oportunidade venha sendo perdida com o afunilamento das prioridades da política externa portuguesa na Europa e pouco mais. Cremos ser essa uma vantagem comparativa que Portugal não tem tirado partido, de forma irresponsável e direi, mesmo, perdulária».
Mas Arnaldo Gonçalves refere que «Fizemos oportunamente sentir, ao governo de Portugal, que o peso do protagonismo da Fundação Oriente, no que às relações oficiais com a China e a Ásia diz respeito, tem sido prejudicial a Portugal já que estreita a nossa capacidade de actuação no Oriente. O país já pagou uma factura elevada pelo protagonismo da Fundação no que respeita às negociações da transição de Macau e à continuidade da presença dos interesses portugueses na China e na Ásia. Portugal não tem uma presença económica, financeira e empresarial condigna na China. A sua acção de promoção e defesa da língua e cultura portuguesas é deficitária, triste, inconsistente. Isso ocorre por uma confusão entre a política externa e cultural do país e a acção de entidades privadas como a Fundação Oriente».

Complementaridade

Quanto à coexistência com o CCCM, o presidente do Fórum Luso-Asiático e investigador considera que «Tem desenvolvido um notável trabalho de divulgação da investigação portuguesa sobre Macau e o Oriente, é a única entidade portuguesa interessada em promover o debate sobre as comunidades macaense e portuguesa residentes na RAEM, desde 1999. E tem-no feito de uma forma digna e independente, acolhendo pessoas com diferente orientação partidária. Motivo que engrandece a sua acção e sugere a sua continuidade». Por isso Arnaldo Gonçalves pensa que «é indispensável e deverá constitui um braço da cooperação externa e cultural do governo português». «Acho que a acção das duas entidades (FO e CCCM) não se confundem nem atrapalham, fazendo a fundação privada o que os seus accionistas entendem e o CCCM pautando-se pelos interesses do país, e pela política cultural definida pelo governo», conclui Arnaldo Gonçalves.
Também Vasconcelos Saldanha fala em coexistência e até em complementaridade: «também nos podemos regozijar que o MO coexista com um pré-existente CCCM, hoje um instituto público, inteiramente sustentado no seu funcionamento por verbas públicas, dotado de simpática logística, de uma excelente biblioteca e de uma interessante colecção de arte. A vocação originária da sua ligação a Macau e à China artística e histórica, e a recente recondução das suas actividades ao contexto da investigação segundo modelos e recursos garantidos pelo Estado, sugerem interessantes hipóteses de complementaridade».

Dois museus na mesma rua

Mas os outros dois especialistas que o PONTO FINAL ouviu não têm as mesmas certezas. Graça de Abreu, por exemplo, pensa que é exagerado estarem os dois espaços na mesma cidade e ainda por cima juntos: «Talvez estejamos perante uma situação em que vale mais a pena a existência de um e não de dois. A proximidade geográfica ali em Alcântara também não ajuda à existência de dois museus. Justificar-se-ia um museu no Porto, por exemplo». Para já, são muitas as dúvidas do poeta, tradutor e um dos primeiros portugueses a viver em Pequim depois de 1974: «O CCCM poderá continuar com o museu e outras actividades? Haverá complementaridade entre o que se faz no CCCM e na Fundação Oriente? Há público para actividades semelhantes nas duas instituições? Tenho sérias dúvidas. Seguirão caminhos paralelos ou cada instituição continuará com rumo próprio?».
Já Jin Guo Ping lembra o espaço museológico que existe no CCCM: «perante a nova situação, o CCCM precisa de novas políticas, sobretudo em relação ao seu Museu». Mas este investigador não tem muitas esperanças: «Dada a actual situação financeira, um pouco difícil, na administração pública, talvez vá continuar como tem estado até agora».

CAIXA
Perguntas sem resposta

Atempadamente o PONTO FINAL enviou um conjunto de perguntas ao presidente do Centro Científico e Cultural de Macau, sobre o futuro e a relação com o Museu do Oriente, mas o actual gestor deste instituto público entende(u) que não deve prestar contas à comunicação social, pelo menos à de Macau, não tendo sido ainda desta que os leitores do PONTO FINAL puderam ficar a saber o que pensa Luís Filipe Barreto.
Jetfoil parado duas horas a cerca de 3 milhas náuticas de Macau
À "seca" no mar

Um Jetfoil da companhia Shun Tak esteve ontem quase duas horas imobilizado no Rio da Pérolas, nas águas circundantes do Aeroporto Internacional de Macau. A primeira justificação foi a fraca visibilidade que então se fazia sentir. Mas, mais tarde, o comandante admitiu aos passageiros que a demora estava relacionada com a espera de uma autorização da Policia Marítima para o barco poder entrar no canal. São ainda reflexos do acidente de 12 de Janeiro entre duas embarcações, provocado pela falta de visibilidade, e que provocou 133 feridos

Alfredo Vaz

As quase duzentas pessoas que seguiam a bordo de um Jetfoil da companhia Shun Tak que ontem de manhã fazia a ligação Hong Kong - Macau ficaram sem saber a verdadeira razão de tão longa espera. Embarcaram numa carreira suplementar (das muitas que são cada vez mais requisitadas – sobretudo – aos fins-de-semana, em hora de ponta) às 9:05 da manhã em Hong Kong, e só voltaram a pôr os pés em terra firme, em Macau, às 12:02.
A primeira parte da viagem decorreu sem incidentes, e com visibilidade “suficiente para podermos ver das janelas as ilhotas que ‘ladeiam’ o percurso. Só para cá de meio da viagem é que a visibilidade começou a ficar pior, quase de minuto para minuto”, disse um dos passageiros ao PONTO FINAL.
E foi já com a Ilha da Taipa no horizonte que a embarcação entrou primeiro em marcha lenta, para pouco depois parar totalmente, quase em frente à extremidade norte da pista do Aeroporto Internacional de Macau. E aí esteve quase duas horas imobilizada, de motores desligados, na fase final de aproximação ao terminal marítimo do Porto Exterior. Segundo o relato deste e de outro passageiro, o Comandante da embarcação começou por justificar a paragem com a fraca visibilidade que se fazia sentir na altura. Mas numa segunda comunicação aos passageiros pelo sistema de intercomunicador de bordo, o Comandante disse que o barco “estava à autorização das autoridades portuárias para poder entrar no canal final de acesso ao cais de acostagem do Terminal do Porto Exterior.”
As mesmas testemunhas disseram ao PONTO FINAL que o ambiente a bordo foi “no global, de grande tolerância e compreensão, ainda que houvesse famílias com crianças.”
Uma delas relatou ao nosso jornal que alguns passageiros ainda tentaram “persuadir o comandante a voltar para trás, para Hong Kong, mas a maioria – pareciam jogadores – insistiu em seguir para o destino original. O que até acabou por fazer sentido porque estávamos mais perto.” O mesmo passageiro disse-nos também ter tentado apresentar uma queixa junto das autoridades de imigração, que o remeteram para o balcão dos Serviços de Turismo, no rés-do-chão do Terminal Marítimo, onde deixou uma nota assinada em forma de protesto.

Excesso de zelo?

O PONTO FINAL chegou ontem à fala com uma fonte da Shun Tak, operadora dos Jetfoils, que, apesar de não ter conhecimento deste incidente em concreto, não se mostrou surpreendia ao saber da notícia. A fonte, que pediu anonimato, disse que as autoridades marítimas e a própria Shun Tak estão de “mãos atadas desde o acidente em Janeiro com as duas embarcações. “Agora, mal a visibilidade baixa um pouco (para valores onde antigamente as carreiras quase seguiam viagem em ritmo normal), levantam-se bandeiras vermelhas e tomam-se medidas quase de quase tolerância zero”, disse ao PONTO FINAL.
O choque entre as duas embarcações - Funchal e Santa Maria - deu-se sexta-feira, dia 12 de Janeiro, cerca das 20:30 a cinco milhas náuticas de Macau e já em águas territoriais da cidade continental chinesa de Zhuhai quando os navios se deslocavam a uma velocidade de 40 nós (75 quilómetros por hora), estando agora a serem investigadas as causas que levaram ao acidente num dia em que Macau esteve sob intenso nevoeiro e com a visibilidade bastante reduzida. Do acidente resultaram 133 feridos, dos quais 19 em estado muito grave, 24 feridos graves e 90 ligeiros.
Em comentário à situação actual, em função do incidente de ontem, a fonte da Shun Tak desabafou ao PONTO FINAL: “Em termos de fluxo de tráfego e passageiros chegam a pôr-se situações horríveis, simplesmente horríveis.” Para a mesma fonte o que terá acontecido este fim-de-semana, sobretudo ontem, domingo, foi fruto de um conjunto de circunstâncias: Má visibilidade associada a pouca tolerância dos controladores do canal aliada ao excesso de tráfego na zona, agravado por duas embarcações que grande porte que se encontravam ao mesmo tempo a dragar a entrada no canal, num ponto onde conflui igualmente o cruzamento das embarcações com destino ao novo Terminal da Taipa, junto ao aeroporto.
Suspensão de residência por
compra de casa continua até 2010


A suspensão da fixação de residência através da compra de imóvel irá manter-se, pelo menos, mais dois anos, segundo fontes governamentais citadas pelo jornal chinês Va Kio. A publicação acrescenta que o executivo não tem intenções de rever a decisão, anunciada em Abril de 2007, pelo Chefe do Executivo, mas também não a quer colocar numa situação permanente. Fontes explicam que a medida foi tomada para estabilizar o mercado imobiliário, mas a população acusa esta suspensão de aumentar a especulação imobiliária e, consequentemente, os preços das habitações.
A fixação de residência através da compra de imóvel terá sido introduzida em 1995 para responder aos fracos valores do mercado imobiliário daquela altura. Inicialmente o investimento obrigatório começou por ser de quatro milhões de patacas, tendo passado para os dois milhões por falta de adesão. Entre 2000 e 20005, o Governo recebeu 7, 939 pedidos de inscrição no programa, o que equivaleu a um total de 10 mil milhões de patacas. Graças a esta facilitação do processo, 27 589 pessoas receberam direito de residência em Macau.
Governo vai explicar metro à AL

Hoje, na Assembleia Legislativa (AL), realiza-se uma "reunião informal" que conta com a presença de representantes do Governo para fazerem uma apresentação sobre a construção do Metro Ligeiro. O pedido de esclarecimentos foi feito pelos deputados da Associação Novo Macau Democrático, Au Kam San e Ng Kuok Cheong, no passado dia 29 de Fevereiro à presidente da AL, Susana Chou. A sessão, conforme as informações disponibilizadas pela AL, não contará com debate.
Numa sessão plenária realizada a 27 de Fevereiro, Au Kam San e Ng Kuok Cheong propuseram a realização de uma audição sobre o sistema de metro ligeiro. Os dois deputados pediam que os membros do Governo, e demais entidades envolvidas no novo projecto, explicassem melhor o que irá acontecer de forma a que "o público tenha, antes do início das obras, um retrato mais claro sobre o maior projecto da história de Macau, que nos vai custar vários biliões". O projecto de deliberação foi então chumbado com 20 votos contra e duas abstenções. Os cinco votos a favor foram dos dois autores da proposta, de José Pereira Coutinho, Lee Chong Cheng e Kwan Tsui Hang.
Imprensa chinesa de Hong Kong antecipa corrida a CE de Macau
O grupo dos cinco

A revista semanal East Weekly fez uma recente antevisão aos ‘candidatos a candidato’ ao cargo de Chefe de Executivo da RAEM, cuja eleição decorre no ano que vem.
A publicação atribuiu renovado favoritismo ao empresário Lionel Leong Vai Tac, que conquistou o maior número de votos nas eleições de Macau dos deputados à 11ª Assembleia Nacional Popular (ANP) chinesa, e a Ho Chio Meng, Procurador-Geral da RAEM. O dueto junta-se à lista que já incluia os Secretários Fernando Chui Sai On e Francis Tam, e Ho Iat Seng, o Presidente da Associação Industrial.
Lionel Leong Vai Tac vai ganhando terreno no grupo dos ‘candidatos-a-candidato’ à sucessão de Edmund Ho ao cargo de Chefe do Executivo da RAEM. É, pelo menos, um dos nomes que mais se ouve quando o tema da eleição vem à baila, a par de Ho Iat Seng.
Homem próximo de Ho, Leong Vai Tac é considerado um dos ‘cérebros’ da nova geração de pensadores e estrategas de Macau. Fundador em 1997 do Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento de Macau é considerado na análise da East Weekly como um ‘outsider’ cada vez mais ‘in’. O empresário somou mais um trunfo na praça pública com o resultado surpresa conseguido nas recentes eleições de Macau dos deputados à Assembleia Nacional Popular (ANP) chinesa, em que foi mais votado de entre os 17 candidadtos às 12 vagas.
Outra personalidade a ganhar destaque nos tempos mais recentes é Ho Chio Meng, Procurador-Geral da RAEM. A revista de Hong Kong classifica-o como ‘outsider’ de peso, quase a par Lionel Leong– em termos de protagonismo público nos tempos recentes na ‘corrida’ dos potenciais candidatos. Em declarações recentes aos jornalistas, Ho Chio Meng considera ainda ser cedo para abordar o tema da sucessão de Edmund Ho justificando que é prematuro discutir o nome do futuro responsável máximo da RAEM. Ou seja, não confirma, nem desmente os que o apontam como candidato ao cargo.
A East Weekly elenca igualmente os três nomes que já há algum tempo são ventilados na opinião pública: à cabeça – e considerado o ‘líder’ das preferências – o empresário Ho Iat Seng, Presidente da influente Associação Indústrial de Macau – e os Secretários do Governo da RAEM Fernando Chui Sai On (Assuntos Socais e Cultura) e Francis Tam Pak Yuen (Economia e Finanças).
Para combater efeito da subida de preços
Edmund Ho promete
mais apoios à população


O Chefe do Executivo garantiu que o Governo está atento ao aumento do custo de vida no território e estuda novas medidas para atenuar os efeitos da inflação na vida das famílias, segundo uma nota do Gabinete de Comunicação Social.
Sublinhando que a mais recente escalada dos preços em Macau se deve, principalmente, a "factores externos" - nos mercados de origem dos produtos -, Edmund Ho disse que o "Governo continua a avaliar outros meios e medidas viáveis para aplicação no prazo de cerca de um mês de apoio aos cidadãos a fim de tentar reduzir os efeitos da pressão provocada pela inflação".
Além das medidas de apoio, Edmund Ho garantiu também, segundo a nota oficial, que as entidades oficiais competentes "acompanham de perto a oscilação dos preços e tentarão encontrar disposições eficazes e moderadoras, no âmbito da normalização do mercado".
Edmund Ho falava quinta-feira à saída de Macau rumo a Xi'an, capital da província de Shaanxi, onde vai participou na abertura do 12º Fórum para o Comércio, Investimento e Cooperação entre o Leste e o Oeste da China, no sábado.
A acompanhar Edmund Ho, o secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, reiterou, por sua vez, a "atenção do Governo à recém-registada oscilação dos preços, designadamente de bens alimentares como óleo e cereais, e garantiu que o mercado local dispõe de uma provisão abundante de tais produtos, especialmente o arroz".
O membro do Executivo disse também que "Macau tem mantido intensos contactos com as entidades competentes do país sobre a questão e recebido a garantia de que o fornecimento de produtos essenciais, mais directamente ligados à vida dos cidadãos, tais como óleo e cereais, se encontra assegurado".
Tam respondia assim aos receios de problemas com o fornecimento de bens por parte da China, que originou uma subida de preços de alguns produtos em Macau.
Francis Tam acrescentou que o Governo "intensificou os contactos com os sectores retalhista e distribuidor de produtos alimentares (óleo e cereais), para um melhor conhecimento sobre a situação do mercado e informação actualizada da população sobre preços e oferta de tais produtos".
Garantiu ainda "maior transparência da acção governativa a este nível" e prometeu o apoio governamental aos mesmos sectores para encontrar novos mercados de abastecimento.
Zhao Wei é o novo reitor
da Universidade de Macau


O Conselho da Universidade de Macau anunciou a nomeação do académico sino-americano Zhao Wei como novo reitor da instituição, que substituirá no cargo Iu Vai Pan a partir do próximo ano lectivo.
Zhao Wei, nascido em 1953, licenciou-se em Física na "Shaanxi Normal University", da cidade continental chinesa de Xi'an em 1977, e tirou o Mestrado e Doutoramento em Ciências da Informação e Computadores na Universidade de Massachusetts, respectivamente em 1983 e 1986.
Actualmente, Zgao Wei é o decano da "School of Science" do "Rensselaer Polytech Institute", Estados Unidos, tendo também já desempenhado o cargo de director da divisão de sistemas de redes e computadores da "National Science Foundation" norte-americana, entre outros cargos.
Com esta nomeação, o Conselho da Universidade de Macau "espera que a instituição possa alcançar um novo patamar de excelência no futuro", segundo uma nota da instituição.
O processo de recrutamento de um novo reitor, lançado por concurso internacional em meados de 2007, tem por base os novos estatutos da Universidade de Macau.
Apesar de abandonar o cargo de reitor que exerce há nove anos, Iu Vai Pan vai permanecer na instituição como professor catedrático de engenharia civil.
“Macau - O Poder do Documentário 2008” já aceita candidaturas
Realizadores, acção!

O Centro Cultural de Macau abriu as candidaturas para o segundo “Macau - O Poder do Documentário 2008”, um projecto comissionado que visa incentivar cada vez mais realizadores de Macau a criarem documentários que registem as mudanças constantes da cidade.
Com duas categorias distintas (a Categoria Aberta e a Categoria de Estudantes), este evento entra agora na sua primeira fase - a recepção de propostas, que serão aceites até dia 15 de Maio. O lançamento desta iniciativa vem na sequência da apresentação dos primeiros sete documentários no festival de internacional de cinema do CCM no passado sábado, dia 29.
Os filmes atraíram vários fãs da sétima arte, que se dirigiram ao CCM para assistir aos trabalhos criativos dos nossos realizadores. O crescimento desenfreado de Macau, o problema do trânsito, o desaparecimento dos triciclos, a comunidade macaense e a fonte do Lilau foram alguns dos temas abordados pelos documentaristas.
No passado domingo, 30, um painel de júris premiou vários filmes produzidos em Macau, galardoando dois documentários comissariados pelo CCM. “350 Metros” de Fernando Eloy (que retrata a rua Cinco de Outubro, uma das ruas mais típicas do Macau antigo), recebeu um dos prémios de louvor do júri, ao passo que “Deixados Para Trás” de Cecilia, Ho Wing Yin (um documentário que se debruçou sobre os viciados em heroína), foi eleito pelo público como o melhor filme “Made in Macau” do ano.
Após a reacção do público, que apareceu em peso no CCM para assistir aos filmes, os organizadores estão ainda mais entusiasmados com a nova leva de documentários que vão ser produzidos neste ano.
Para que os realizadores estreantes estejam melhor preparados, o “Macau - O Poder do Documentário” de 2008 vai arrancar com vários workshops sobre produção documental que serão disponibilizados a todos os participantes da 1ª fase. Quem passar à segunda fase, tem de entregar uma “demo” de 5 minutos e a proposta de produção até 23 de Julho. Passados à terceira fase, os realizadores seleccionados começarão aí a realização dos seus documentários. O CCM vai subsidiar todo ou parte do orçamento de produção destas equipas (com, no máximo, 50 mil patacas para cada equipa da categoria aberta, e 10 mil para cada equipa estudantil). Os grupos seleccionados têm então entre Agosto de 2008 e Janeiro de 2009 para concluírem os seus trabalhos. Estas criações serão depois apresentadas precisamente daqui a um ano no Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Macau de 2009. Para mais informações visite www.ccm.gov.mo/prog08/LocalDocuPower08/LDP2008P.htm.
Livro I de Bach: Angela Hewitt actua a 22 de Abril no Centro Cultural de Macau
A especialista

Começou a contagem decrescente para o concerto da especialista em Bach, Angela Hewitt, em Macau. A pianista actua no Cenro Cultural no próximo dia 22.
Hewitt está a viajar pelo mundo desde Agosto de 2007, carregando mãos cheias de Bach que estão a ser repartidas por cidades tão distantes como Lisboa (onde actuou na Gulbenkian nos passados dias 11 e 13 de Fevereiro), Zurique ou Tóquio. A pianista canadiana vai apresentar o Cravo Bem Temperado por volta de 50 vezes durante a digressão mundial de 14 meses que termina em Outubro de 2008. No centro de tudo, estão os dois volumes do Cravo Bem Temperado.
Em Macau, a pianista vai tocar o livro I de Bach. Porque Angela Hewitt é uma autoridade em Bach e uma excelente tutora, tendo ensinado estudantes de piano pelo mundo fora através das suas “master classes”, workshops, e DVD educacionais, o Centro Cultural convidou a pianista a realizar uma “master class” em Macau no dia a seguir ao seu recital.
O reconhecimento de Hewitt como uma especialista em Bach tem 23 anos, altura em que conquistou o primeiro lugar no Concurso Internacional de Toronto de Bach para Piano, e Angela é actualmente uma das poucas pianistas cujos recitais ajudaram outros colegas a sentirem que agora já é seguro voltar a Bach.

Do Ballet a Bach

Angela Hewitt, cujo pai era um organista da Catedral da Igreja de Cristo em Ottawa, Canadá, começou a tocar com três anos de idade. Também estudou ballet com uma professora do Ballet Russes, ensinamento que contribuiu em muito à sua compreensão do elemento de dança existente na música de Bach. Ela acredita que esta foi a “melhor formação” para aquilo que faz agora, porque lhe deu “boa postura e perseverança”, algo essencial para quem toca a música mais exigente que alguma vez foi escrita para o teclado. Mas, para além de Jean-Paul Sevilla, seu professor da Universidade de Ottawa, a pessoa que mais influência teve sobre ela foi o seu pai. Foi ele que a ensinou sobre o drama de Bach, e a não ter medo de expressar todo o leque de cores emocionais de cada peça.
Hewitt nunca duvidou de que a música de Bach era adequada para o piano. "O piano tem a capacidade de cantar. Bach apenas viu um dos primeiros pianos no fim da sua vida, mas ele achava que a acção era demasiado perra e que as notas mais agudas não eram suficientemente luminosas. Acho que, se ele tivesse visto um modelo posterior ou especialmente o maravilhoso piano moderno, Bach iria ficar encantado porque a sua música foi escrita para a voz, violino e oboé, o que pode adaptar-se a tudo”, explicou Angela numa entrevista recente. “Ele apenas não teve acesso ao teclado correcto na altura".
Tocar todas as peças escritas para teclado de Bach sem auxílio de uma pauta é um feito extraordinário. "É muito mais fácil tocar Liszt de cor do que duas pautas de Bach. São todas as vozes, e em termos de harmonia, está tudo sempre a mudar. Se um dedo salta do sítio correcto, ficamos logo completamente perdidos, e é muito difícil inventar Bach!"
A “bíbia” do piano
Considerado a “bíblia” do piano para estudantes, o primeiro volume do Cravo Bem Temperado de 1722 de Johann Sebastian Bach tornou-se num ponto incontornável para qualquer aspirante a pianista. Composta por 12 pares de prelúdios e fugas que abarcam todas as tonalidades maiores e menores da escala cromática, a diversificada escrita para piano de Bach era não só um instrumento pedagógico para músicos, mas também uma introdução eficaz ao então novo sistema de temperamento. O Cravo Bem Temperado tornou-se num excelente utensílio no ensino da estrutura e do contraponto, mas há uma questão que continua a ser premente - se ele é melhor para ser tocado ao vivo e por inteiro, ou se apenas foi feito para estudo e contemplação em privado.
Depois de Angela Hewitt ter dado recentemente um recital de Bach em Moscovo, um professor de piano do Conservatório de Moscovo comentou como tinha ficado surpreendido ao ouvir uma pianista a tocar de tamanha forma, acrescentado que ela tinha “tocado como um homem”. O professor obviamente que tinha ficado impressionado com o poder e força de Angela Hewitt, mas talvez o melhor elogio que a pianista recebeu veio do seu pai, então cego. Depois de escutar o seu Cravo Bem Temperado, disse-lhe: “Quando te ouvi a tocar isso, não te ouvi a ti. Apenas ouvi Bach”.
Jornada sem surpresas no futebol de Macau
Monte Carlo goleou Hoi Fan (5-0)
e aguenta pressão do Lam Pak


Já só faltam três jornadas para o fim do campeonato. Monte Carlo e Lam Pak não perdem pontos e tudo se conjuga para que decidam título no último dia. Mas Vong Chiu ainda tem uma palavra a dizer. Na Taça, estão encontrados os semi-finalistas e há uma equipa sensação da III Divisão, Hong Ngai

Vítor Rebelo
rebelo20@macau.ctm.net

As equipas menos dotadas em termos de plantel, começam a claudicar nesta ponta final do campeonato de futebol de Macau do escalão principal. Os plantéis começam a desgastar-se e isso traz reflexos na produção. É o caso do Hoi Fan.
A formação onde imperam vários jogadores da República Popular da China, com grande influência na manobra geral da equipa, tem feito uma fraca segunda volta e a goleada sofrida na tarde de ontem face ao Monte Carlo, é uma demonstração de que o Hoi Fan não “aguentou a pressão” e está agora a distantes onze pontos do líder da competição, o Monte Carlo.
É caso para perguntar, o que aconteceu ao Hoi Fan nesta segunda parte do campeonato? Francisco Rosário, o capitão, responde:
“Fomos abaixo. O Plantel é curto, dois dos nossos jogadores de Macau deixaram de aparecer, por questões profissionais. Outros lesionaram-se. É complicado manter um certo nível. Relativamente ao desafio de ontem com o Monte Carlo, o jogo correu-nos mal. Levámos dois golos nos primeiros minutos. Enviámos uma bola ao poste quando procurávamos reduzir e passos três minutos sofremos o 3-0. A partir daí era muito difícil dar a volta ao jogo.”

Hoi Fan limita-se
à Taça e ao terceiro

Rosário reconhece que o Monte Carlo tem jogadores mais jovens e treina muito mais do que o Hoi Fan, daí a diferença no marcador.
“Agora resta-nos apostar tudo na Taça e procurar ainda lutar pelo terceiro lugar no campeonato. Estamos a três pontos do Vong Chiu e vamos jogar com eles.”
Na partida de ontem no relvado do Estádio de Macau, Hoi Fan e Monte Carlo actuaram praticamente na máxima força, com os estrangeiros (da China) a comparecerem, dois para a formação que comanda a competição e quatro a vestir a camisola do Hoi Fan.
O Monte Carlo já ganhava ao intervalo por 3-0 e aí estava praticamente arrumada a questão do vencedor.
Os tentos foram apontados por Chan Kin Seng (2), Lam Chiu Meng, Kam Wai Meng e Kong Cheng Hou.
Um jogo que se antevia com alguma dificuldade para o Monte Carlo, acabou por ser resolvido de forma relativamente fácil e assim o conjunto orientado por Tam Iao San vai mantendo a diferença de dois pontos em relação ao rival Lam Pak, quando faltam três jornadas para o final da temporada.

Treinador do Monte Carlo
quer mais equilíbrio

O treinador dos “azuis e amarelos” falou também ao PONTO FINAL e, curiosamente, não gostou da exibição, em termos globais, dos seus jogadores:
“Claro que é sempre bom ganhar e logo pela diferença de cinco golos. Mas a minha equipa piorou depois do 2-0, permitindo algum ascendente ao adversário. E isso não pode acontecer. Temos de manter um certo equilíbrio ao longo dos noventa minutos. Entrámos bem no encontro e marcámos. Na segunda parte as coisas melhoraram e assim conseguimos mais três pontos na corrida ao título.”
Tam Iao San considera que há ainda muito para lutar até ao fim:
“Faltam três jornadas e temos três adversários nada fáceis, Vá Luen, Vong Chiu e Lam Pak. Por isso nada está decidido. Temos de encarar jogo a jogo e se as duas equipas (nós e o Lam Pak) forem ganhando até
à derradeira jornada, então tudo se irá ali decidir.”
O técnico do Monte Carlo é conhecido por ser rigoroso com os seus jogadores, pretendendo exibições equilibradas e pedindo muita concentração.

Algumas mudanças
por causa dos chineses

Para este embate de ontem com o Hoi Fan, o clube do presidente Firmino Mendonça apresentou algumas diferenças no onze inicial, relativamente a desafios anteriores.
Assim, ficaram no banco o cabo-verdiano Alison Brito, assim como o brasileiro Oseas. O jovem português Nuno Peres não pode dar o seu contributo à equipa em virtude de ter contraído uma lesão no sobrolho esquero, no decorrer do jogo da Taça diante do “irmão” Heng Tai.
O Monte Carlo utilizou dois jogadores da República Popular da China, o médio Lam Chiu Meng (considerado imprescindível em partidas diante de adversários que lutam igualmente pelo título…) e o avançado Kam Wai Keong. Ambos marcaram golos, mas fica a ideia de que Kam é muito mais individualista do que Lam, não obstante os dois possuírem uma excelente técnica.
Este foi, sem dúvida, o jogo de maior cartaz da ronda onze, mas acabou, como dissemos, por ser resolvido de forma simples (ou quase) pelo conjunto que lidera o campeonato.

Lam Pak aguenta pressão
e supera Polícia

Quanto aos seus rivais na “guerra” do primeiro lugar (de onde há algumas jornadas já saiu o Hoi Fan), o Lam Pak tem aguentado muito bem a pressão e lá vai conseguindo não perder terreno.
O “onze” de Chan Man Kin superou o sempre dificil “ferrolho” da Policia, que actua preferencialmente na defensive e aposta no contra-ataque.
Os policiais ainda aguentaram o zero-zero até ao final dos primeiros quarenta e cinco minutos, mas o primeiro golo do Lam Pak, no primeiro minuto do período complementar, apontado por Ieong Hei Chi, acabou com a reacção do Grupo Desportivo da Policia de Segurança Pública.
Aos 52 o Lam Pak resolveu o encontro e assim mantém-se na sombra do velho rival Monte Carlo.

Vá Luen goleador
Vong Chiu ainda sonha

Nos restantes embates da ronda, grande surpresa no “renascer” do Vá Luen, uma equipa muito irregular, que chegou a pensar-se poder passar por grandes problemas para se manter na I Divisão e que agora regressou aos triunfos convincentes. Logo por 5-1, no confronto com os jovens Sub 21.
No sábado, o Vong Chiu resolveu, sem forçar muito, a questão do último classificado, Heng Tai. Vitória por 4-0 e ainda as esperanças de tentar o sonho do título.
O conjunto treinado por Wu Kam Fai permanence a oito pontos do lider, o que é de facto uma desvantagem considerável. Só que o Vong Chiu ainda terá de jogar com o Monte Carlo.
No entanto, quer-nos parecer que só um “milagre” colocaria de novo esta formação do Vong Chiu na corrida ao primeiro lugar, num campeonato com tão poucas equipas (7) e por isso de curta duração.
A próxima ronda também não deve trazer grandes alterações. O Monte Carlo defronta o Vá Luen (é o jogo mais importante, domingo), enquanto o Lam Pak encontra pela frente o lanterna vermelha, Lam Pak.

Vong Chiu e Hoi Fan
ganham na Taça

Entretanto a Taça de Macau já conhece os semi-finalistas, depois de se terem realizado os quartos-de-final, com desafios no relvado da Universidade de Ciência e Tecnologia, ao contrário do campeonato que se mudou para o Estádio da Taipa.
Hong Ngai, do veterano Ka Li Man, confirma-se como a grande sensação da prova e é a única equipa da III Divisão ainda presente e aquela que provocou a maior surpresa, ao afastar o actual campeão do território, Lam Pak. E logo por 3-0.
Só que o Hong Ngai vai agora ter de defrontar um adversário de muito peso, o Monte Carlo, numa meia-fnal ainda sem data marcada.
Para além destas duas equipas, também seguem em frente Hoi Fan e Vong Chiu, formações que apostam agora muito forte na Taça, até porque a curta duração de cada jogo (60 minutos) os pode favorecer.
O Hoi Fan derrotou os Sub 21 por 2-1 e vingou-se do desaire do campeonato alguns dias antes. O Vong Chiu eliminou em “ritmo de passeio” uma outra equipa da III Divisão, Lai Chi, por 6-0.

Edições Anteriores

Arquivo

DIRECTOR Paulo Reis REDACÇÃO Isabel Castro, Rui Cid, João Paulo Meneses (Portugal); COLABORADORES Cristina Lobo; Paulo A. Azevedo; Luciana Leitão; Vítor Rebelo DESIGN Inês de Campos Alves PAGINAÇÃO José Figueiredo; Maria Soares FOTOGRAFIA Carmo Correia; Frank Regourd AGÊNCIA Lusa PUBLICIDADE Karen Leong PROPRIEDADE, ADMINISTRAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO Praia Grande Edições, Lda IMPRESSÃO Tipografia Welfare, Ltd MORADA Alameda Dr Carlos d'Assumpção 263, edf China Civil Plaza, 7º andar I, Macau TELEFONE 28339566/28338583 FAX 28339563 E-MAIL pontofinalmacau@gmail.com