Mostrando postagens com marcador Nº 1548 - Terça-feira 27 de Maio de 2008. Mostrar todas as postagens
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27.5.08

Apresentado esboço do Planeamento Geral Urbanístico de Macau
“Uma estratégia certa para
enfrentar um futuro incerto”


Macau precisa de pelo menos 30 a 40 anos para “completar grandiosas mudanças e continuar a prosperar”, concluiu o grupo de trabalho a quem o Executivo encomendou um relatório conceptual sobre o planeamento geral urbanístico para a RAEM. Ao cabo de dezoito meses o grupo elaborou um relatório que contém uma série de conceitos mas que apresenta poucas soluções

Alfredo Vaz

‘Conceitos macro’, ‘desenvolvimento sustentado’, ‘estratégias de viabilidade’, ‘ser humano no centro as atenções’, ‘coexistência entre crescimento económico e bem estar da população’. Alguns dos princípios e conceitos que o grupo de trabalho do Estudos Estratégicos para o Desenvolvimento Sustentável (CEEDS) definiu para poder vir a traçar o Planeamento Geral Urbanístico de Macau encomendado ao CEEDS pelo Chefe do Executivo nas Linhas de Acção Governativa para 2007.
Como referiu André Lui, arquitecto coordenador do grupo de trabalho esta é a primeira vez que em Macau se faz um plano por concepção, e o princípio norteador foi o de que “a população está no centro das nossas preocupações, pomos o ser humano à frente.”
As dificuldades em construir uma série de normas e princípios resumem-se na declaração de Chen Weixin, membro do grupo de trabalho: “à primeira vista pode parecer que há conflitos de interesses entre manter um desenvolvimento sustentado da economia e manter a qualidade de vida da população. Neste planeamento procuramos alcançar meios para a coexistência de todos os sectores. O sector do jogo é uma realidade que não podemos ignorar, que temos a qual temos que conviver. O desenvolvimento de Macau tem que ser integrado, entre casinos e outros sectores e actividades. As pessoas têm que se ajustar à nova realidade, alterar o sua forma de pensar, os seus modos de vida. O desenvolvimento visa obter um equilíbrio.”
Por isso o grupo entende que é preciso criar um ambiente com diversidade, e que além do jogo há que desenvolver outros sectores uma vez que património, população e desenvolvimento económico estão intrinsecamente ligados. Segundo o coordenador do grupo, “Macau tem que manter características de singularidade, uma visão virada para o desenvolvimento integrado na região onde está inserida.” André Lui disse por mais de uma vez em conferência de imprensa que este é apenas o primeiro passo num longo caminho a percorrer: “Apresentamos uma visão ‘macro’ para prosseguir algumas estratégias. Macau tem que reunir condições para diversificar outros sectores para alem da indústria do jogo. Segmentos como os das indústrias das feiras e convenções, fala-se muito na indústria da cultura. Este é um primeiro passo. Pretendemos ouvir mais opiniões, estamos abertos a ouvir opiniões de todos os sectores.”

“Destruir uma montanha
não resolve os problemas”


A resposta de Chen Wixin à pergunta sobre se a construção de novos aterros é a principal solução para fazer face ao eterno problema da limitação de espaço físico natural da RAEM. Este representante do grupo de trabalho diz que a questão dos novos aterros terá de ser sempre colocada e orientada segundos princípios científicos, embora não tenha mencionado quais. Chen reconheceu que uma das soluções passa pela Ilha da Montanha, que poderá vir a constituir parte importante do futuro desenvolvimento de Macau ao funcionar como parte importante da plataforma de desenvolvimento do sector terciário num modelo integrado inter-regional.
No sumário das intenções do grupo de trabalho apresentado à imprensa pode ler-se que Macau ainda precisa de 30 a 40 anos para “completar grandiosas mudanças e continuar a prosperar, não esquecendo o desenvolvimento sustentável e o melhoramento das condições de vida da população (...) Com a entrada do novo século, o desenvolvimento da indústria do entretenimento e do jogo injectou imenso vigor e trouxe imensa energia a Macau. No entanto, causou também grande concussão.”
No mesmo documento lê-se que o objectivo do Planeamento Geral Urbanístico para Macau passa por “ recombinar os recursos para a cidade, instituir uma nova estratégia económica, expandir o novo espaço para o desenvolvimento urbano, melhorar o meio-ambiente da cidade, proteger e promover de forma eficaz a cultura e a história de Macau (...) Uma cidade que deseja prosperar de forma contínua necessita da estratégia certa para enfrentar o futuro incerto”, lê-se no mesmo sumário.
Em jeito de conclusão, o documento resume o que se pretende com a definição de planeamento urbanístico: “Que Macau seja uma cidade turística, uma cidade de multi-desenvolvimento, uma cidade de vigor mundial com a indústria do jogo como meio principal, delicadeza como orientação, a prosperidade contínua com características de abertura e acolhimento.”
Anunciado pelo Chefe do Executivo nas linhas de acção governativa para 2007 o estudo preliminar sobre o futuro plano urbanístico de Macau foi encomendado pelo executivo ao Centro de Estudos Estratégicos para o desenvolvimento sustentável. O organismo iniciou os trabalhos em Janeiro de 2007 e reuniu ontem com representantes de onze departamentos da administração pública. Daqui a duas semanas o grupo de trabalho realiza mais uma reunião para recolha de opiniões, desta feita com representantes do sector privado. Em Julho arranca a fase de auscultação da população.
CCAC trouxe exemplo de Hong Kong a reunião com arquitectos de Macau
Lições de proximidade

O combate à corrupção no sector privado foi o tema do encontro que reuniu na passada quinta-feira cerca de oito dezenas de sócios- administradores, engenheiros e chefes administrativos de empresas locais de arquitectura e de construção civil. O colóquio, só ontem noticiado através de um comunicado à imprensa do Comissariado Contra a Corrupção (CCAC), teve como figura central Andrew Chan, membro do comissariado de Hong Kong e vice-presidente da Hong Kong Institution of Engineers. Perante os profissionais locais dos ramos de arquitectura e construção civil, o orador analisou os factores de corrupção no sector e as diferentes formas de corrupção activa e passiva. Segundo a nota do CCAC, Chan defendeu a criação de medidas preventivas para os diversos ramos do sector e para as diferentes fases da realização de obras. Andrew Chan salientou que a promoção da prevenção no sector pode, possivelmente, encontrar alguns obstáculos no início. Por isso concluiu que é necessária uma grande cooperação entre as partes interessadas e envolvidas.
Segundo a mesma nota, Nuno Jorge, presidente da Associação de Arquitectos de Macau, reconheceu que no contexto do constante crescimento económico de Macau a prática de corrupção é um fenómeno que afecta, e continuará a afectar, a RAEM. Nesse sentido, podem-se tirar ensinamentos e fazer valer a experiência de Hong Kong na prevenção da corrupção em Macau, disse o representante dos arquitectos locais, citado na nota do CCAC.
Deputado preocupado com "tesouros" de Macau
Pereira Coutinho quer medidas
para protecção de paisagens naturais


Numa interpelação datada de 15 de Abril último, o deputado Pereira Coutinho revela a sua preocupação com as paisagens naturais do território que considera constituírem os "mais ricos tesouros de Macau".
O deputado faz um ponto de situação, afirmando que várias das belezas naturais da RAEM foram já danificadas, e que dos "oito encantos de Macau, seleccionados há mais de dez anos, apenas resta a praia de Hac-Sá, que hoje se encontra numa situação degradante."
Pereira Coutinho utiliza o exemplo da zona circundante ao Lago de Seak Pai Wan, em Coloane, para ilustrar o pouco cuidado que os governantes têm para com os espaços naturais do território. O deputado sugere o aproveitamento daquela zona para a criação de um parque que possa ser um local de atracção turística ou até um centro de actividades aquáticas. Esta solução, defende Pereira Coutinho, colmataria a falta de parques naturais, essenciais caso se "pretenda desenvolver Macau como uma cidade turística de nível internacional."
É neste contexto que o deputado interpela a Administração, no sentido de saber como vai o Executivo proteger e preservar os locais de paisagem natural enquanto recurso turístico e que medidas "eficazes" dispõe para o efeito. Pereira Coutinho quer saber, também, que justificação tem o Governo tem para o "recuo" verificado ao nível da protecção ambiental, numa altura em que a China Continental e os países estrangeiros advogam a protecção ambiental.
A finalizar, aquele deputado pergunta quais são, para as autoridades, as vertentes que a indústria do turismo deve desenvolver, quando o Governo Central preconiza um desenvolvimento diversificado para Macau. Pereira Coutinho lança, depois, uma farpa à administração:" Será que é (a vertente) do desprezo pelo valor da paisagem natural, do património mundial e da cultura sino-ocidental, os mais ricos tesouros singulares de Macau?" E lança o apelo para a suspensão dos aterros efectuados em locais de paisagem natural: "É premente e necessário proteger esses locais".
Au Kam San questiona Executivo sobre medias a tomar
"Turistas continuam a ser enganados"

O deputado Au Kam San interpelou o Governo no sentido de saber quais as medidas que a Administração vai adoptar no combate ao "mercado negro", noticiava ontem o Ou Mun.
Aquele deputado afirma que os turistas que visitam o território continuam a sofrer pressões para fazer compras em determinadas lojas, e que o anormal desenvolvimento do turismo em Macau, levou a que funcionários das agências de viagens acabassem por se envolver neste esquema de "mercado negro". Au Kam San considera insuficientes as medidas do Governo, e diz que o Conselho dos Consumidores, a entidade responsável no combate a estas lojas, não tem poder para resolver este problema. Para o deputado, o problema está no facto de os turistas estarem numa situação de desvantagem perante os guias ou as agências de viagem, e, defende Au Kam San, a Direcção dos Serviços de Turismo devia contribuir para alterar esta situação, ao invés, acusa o deputado, os panfletos de promoção de viagens a Macau, imprimidos pela DST, "contêm informações e expressões que podem enganar os turistas."
Nesta interpelação, Au Kam San recorda um estudo encomendado pela DST que visava criar um mecanismo de protecção aos turistas. O deputado quer saber porque nunca foram postas em pratica as soluções saídas do estudo.
Bombeiros preparados
para dar resposta imediata


O critério de saída em um minuto é uma exigência comum para serviços de incêndio em todas as cidades desenvolvidas e, também, em territórios vizinhos, afirma o chefe do gabinete do secretário para a Segurança, Vong Chun Fat, em resposta a uma interpelação do deputado Pereira Coutinho, sobre carta de qualidade e critérios da prestação de serviços do Corpo de Bombeiros.
O responsável garante que a corporação está preparada com uma rigorosa formação profissional para poder dar resposta imediata, logo que é dado o alarme de sinistro, e em conformidade com os critérios definidos.
Vong Chun Fat explica que os objectivos traçados com a carta de qualidade prendem-se com um ratio de 95% de acções, segundo um parâmetro de prontidão que garanta a saída do posto em um minuto, após a chamada, e a chegada ao local do sinistro em não mais de seis minutos, reservando uma margem de 5% para situações de impedimento de força maior.
DSEJ atenta ao "crescimento saudável"
dos jovens


Sou Chio Fai, director dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), considera que o crescimento saudável dos jovens é um tema que tem merecido grande atenção ao longo dos anos. Em resposta a uma interpelação do deputado Chan Meng Kam, o responsável observa que a DSEJ tem cooperado activamente com as escolas, zonas comunitárias e outros serviços para criar um bom ambiente de crescimento e dar aos jovens condições favoráveis para o seu desenvolvimento físico e mental.
Ao mesmo tempo, continuou, através da formação têm sido melhoradas as técnicas dos professores e de outros trabalhadores da escola envolvidos nos problemas de aprendizagem, emocionais e comportamentais dos alunos. Igualmente, têm sido investidos recursos para implementar, de forma ordenada, o ensino em turmas reduzidas e diminuir o rácio professor/alunos, promovendo-se também os trabalhos de educação moral nas escolas.
A DSEJ, continuou o responsável, promove ainda diversas actividades de aconselhamento com características de desenvolvimento e natureza preventiva, através da presença dos agentes nas escolas.
Coordenador da Comissão do Jogo sobre atribuição de licenças
Jorge Oliveira nega interferências de Pequim

O processo de atribuição de uma licença de jogo em Macau decorreu sem a interferência de Pequim, afirmou o coordenador da Comissão de Jogo do território, Jorge Oliveira.
Em declarações ao tribunal de Clark, em Las Vegas, a cujas transcrições de cerca de 400 páginas a Lusa teve agora acesso, Jorge Oliveira sublinhou que o processo do concurso internacional ”decorreu de forma transparente com a clara definição do peso de cada um dos critérios de avaliação”, num relatório fundamentado que foi entregue a todos os concorrente.
"Nenhuma das companhias em concurso apresentou qualquer protesto sobre a forma como decorreu o processo”, ou seja, “não houve recurso judicial”, sublinhou Jorge Oliveira acrescentando ainda não ter conhecimento de qualquer pressão externa.
“Que eu tenha conhecimento não houve interferência de ninguém e como sou um dos responsáveis do relatório que determinou os vencedores posso garantir a tranparência e a objectividade da análise”, disse.
Jorge Oliveira prestava declarações nos Estados Unidos depois de ter efectuado um depoimento por escrito no âmbito do processo que opõe a Las Vegas Sands ao empresário de Hong Kong Richard Suen, que pretende obter uma compensação da companhia por, alegadamente, ter ajudado a empresa através de contactos com o Governo Central a conquistar uma licença de operador em Macau.
O júri do tribunal considerou agora que Suen deve ser indemnizado em 43,6 milhões de dólares americanos, dando assim parcialmente razão ao empresário que terá, segundo a imprensa, utilizado contactos familiares com o ex-vice primeiro-ministro Qian Qichen e com o presidente do comité organizador do Jogos Olímpicos Liu Qi para ajudar a empresa americana a conquistar a licença de jogo.
Para o coordenador da comissão de Jogo de Macau, a história é bem diferente, ou seja, Jorge Oliveira sustenta e disse-o em tribunal, que a atribuição da subconcessão feita à Las Vegas Sands tinha sido determinada para “evitar que um concurso público transparente viesse a ser visto de forma diferente”.
Após a análise feita pela comissão de avaliação foi proposto ao chefe do Governo entregar as três concessões em concurso à Galaxy Resort (de interesses de Hong Kong), Wynn Resort (norte-americana) e Sociedade de Jogos de Macau (do magnata Stanley Ho), disse.
No entanto, explica, a concessão atribuída à Galaxy continha uma cláusula que obrigava a companhia a assinar um contrato de gestão com a Las Vegas Sands, um ponto que tinha sido salientado pela Galaxy no concurso e que tinha sido valorizado pela comissão já que a empresa (americana) tinha experiência na gestão de espaços integrados de jogo, conferências e exposições.
O acordo não foi assinado e o Governo tinha poucas escolhas: podia deixar acabar o prazo, anular a concessão e abrir um novo concurso público, mas essa solução não era a melhor do ponto de vista estratégico e político já que apesar da transparência iria surgir aos olhos do público como um falhanço e a imagem do Executivo iria acabar prejudicada, sublinhou.
Por outro lado, outro concurso poderia permitir à Las Vegas Sands obter uma licença por si própria e então o Governo poderia ser acusado, pelos outros grupos e pela opinião pública, de ter utilizado um processo de “engenharia legal” para dar a concessão à empresa americana.
Surge então a solução da utilização da subconcessão, um mecanismo legal já praticado em Macau noutros contratos de serviço público e dentro de um quadro de acordo entre a Galaxy e a Las Vegas Sands.
Por isso é atribuída uma concessão à Galaxy e a subconcessão à Las Vegas Sands, que implicaria, no entanto, mais investimento para Macau.
Este cenário abriu, contudo, a porta ao estabelecimento de seis operadores de facto, um limite que não estava nos objectivos do Governo.
Proporcionou, no entanto, manter inalterado o concurso já que permaneceram as empresas escolhidas e permitiu a entrada de outros operadores preteridos no concurso, como a MGM Mirage, que está hoje associada a Pansy Ho, filha de Stanley Ho.
Associação de Estudo para
Jogos de Macau com nova estrutura


A Associação de Estudo para Jogos de Macau elegeu os membros da sua nova estrutura. Na assembleia Geral realizada no passado dia 22 de Maio, o Presidente do Conselho de Administração, Ambrose So Shu Fai, considerou que o desenvolvimento da indústria do jogo acarretou profundas alterações na economia social do território. Para aquele responsável, estas alterações provocaram impactos positivos e negativos. Ambrose Shu Fai destacou o papel da Associação que desde a sua criação contribuiu para a realização de seminários e fóruns que procuram explorar questões relacionadas com o desenvolvimento do jogo na RAEM, estabelecendo assim uma plataforma académica para estudos nesta área.
Medidas de prevenção vão continuar nas duas instituições de ensino
Mais dois casos de enterovírus
na EPM e no D. José da Costa Nunes


Mais dois casos de enterovírus foram confirmados ontem na Escola Portuguesa e no Jardim de Infância D. José da Costa Nunes elevando o total para seis e dois, respectivamente, confirmaram à Lusa responsáveis das instituições de ensino.
“Foi confirmado mais um caso que já era suspeito e trata-se de uma aluna do quinto ano, cujo irmão, que frequentava o Jardim-de-Infância D. José da Costa Nunes, também estava infectado”, disse a subdirectora da Escola Portuguesa, Gabriela Anselmo.
Já no Jardim-de-Infância D. José da Costa Nunes, o director Pedro Ascensão afirmou que recebeu “uma comunicação dos Serviços de Saúde a confirmar um sexto caso de enterovírus” na mesma turma dos quatro anos, que vai manter-se encerrada.
Entretanto, e depois de ter sido confirmado o primeiro caso na sexta-feira na Escola Portuguesa, foram reforçadas as medidas de higiene e limpeza na escola que, explicou Gabriela Anselmo, “vão continuar enquanto a situação o exigir”.
“Apesar de nas salas até ao sexto ano terem sido, antes do primeiro caso, implementadas medidas preventivas com a utilização de gel desinfectante, foi reforçada a limpeza com produtos adequados em todas as áreas comuns e vamos continuar a fazê-lo enquanto for necessário”, disse.
Também os irmãos dos alunos a quem seja confirmado o enterovírus “vão permanecer em casa como medida de prevenção”, disse a subdirectora, salientando que a “situação na escola é calma”.
Desde o início do ano, foram detectados 263 casos de enterovírus em Macau, dos quais 32 do tipo EV71, considerado o mais grave.
A doença provocada pelo vírus afecta principalmente crianças com menos de dez anos e os doentes apresentam sintomas como febre, feridas na boca e bolhas.
O vírus é transmitido por contacto directo com secreções do nariz ou da boca, além das fezes das pessoas infectadas e, nalguns casos, a contaminação pelo EV71 pode provocar paralisia e um inchaço fatal do cérebro.
Não existe uma vacina ou tratamento específico para tratar o EV71, mas a maioria das crianças afectadas pela forma moderada da doença apresenta uma recuperação rápida e sem problemas.
IV Encontro para Cooperação Económica e Comercial
Empresários chineses
em maioria em Cabo Verde


Mais de 300 empresários e representantes de instituições de promoção dos países de língua portuguesa e da China analisam oportunidades de negócio de amanhã até sexta-feira na Praia, no IV Encontro para a Cooperação Económica e Comercial.
De acordo com os responsáveis pela organização do encontro da Praia, a maior delegação é a chinesa, seguindo-se a do Brasil, sendo que a maior parte dos empresários presentes são da área comercial.
O encontro entre chineses e países de língua portuguesa (Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa) é, possivelmente, o maior encontro do género já realizado em Cabo Verde e tem confirmada a presença de todos os países de língua portuguesa, além da China e de Macau.
O encontro empresarial, que já decorreu em Luanda, em Lisboa e em Maputo, surgiu de um protocolo celebrado em Macau em Outubro de 2003, assinado pelos organismos de promoção dos vários países.
O encontro da Praia tem como tema “Cabo Verde como Plataforma para Trading e Serviços” e nos três dias os empresários e representantes de instituições de promoção e investimento irão, além de ter encontros de trabalho, visitar diferentes infra-estruturas económicas cabo-verdianas.
Estarão em Cabo Verde, entre outros, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), a APEX (Agência Brasileira de Promoções e Exportações), a Câmara de Comércio e Indústria de Angola e o IPEX (Instituto de Promoção e Exportações) de Moçambique.
Presentes também o CCPIT (Conselho de Promoção do Comércio Internacional da China) e IPIM (Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau), além do secretário-geral do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os países de língua portuguesa.
Sudoeste da China abalado com magnitude de 6,4 graus na escala de Richter
Réplica do sismo faz seis mortos

O balanço de mortes provocadas pela forte réplica, no domingo, do sismo do passado dia 12, aumentou para seis, com o registo de mais quatro vítimas mortais, informou ontem a agência estatal chinesa.
Segundo a agência noticiosa oficial Xinhua, as quatro mortes provocadas pela réplica do sismo que abalou de novo o sudoeste da China no domingo, aconteceram na cidade de Hanzhong, no noroeste da província de Shaanxi, adjacente à de província de Sichuan.
Mais 20 pessoas ficaram feridas na cidade, aumentando as centenas de feridos noutras localidades, referiu Hu Runze, governador de Hanzhong.
A réplica, com uma magnitude de 6,4 graus na escala aberta de Richter, é a mais forte registada desde o sismo de 8 graus na escala de Richter que abalou Sichuan, segundo um responsável do gabinete de sismologia da província.
Esta réplica foi a mais potente dos milhares que se registaram desde que o sismo de magnitude 8 abalou o sudoeste da China há duas semanas, provocando cerca de 86 mil mortos e desaparecidos, de acordo com as autoridades.
As quatro mortes vieram juntar-se a outras duas vítimas mortais, uma das quais morreu na cidade de Guangyuan, a norte de Chengdu, capital provincial de Sichuan, disse um funcionário das autoridades regionais citado pela Xinhua.
Segundo a mesma fonte, outras 262 pessoas ficaram feridas em Guangyuan.
As autoridades regionais de Longnan, cidade no noroeste da província de Gansu, também informaram que uma pessoa morreu devido ao deslizamento de pedras de uma montanha que também feriu 109 pessoas, 15 das quais com gravidade.
No distrito de Qingchuan, epicentro da réplica, cerca de 359 pessoas ficaram feridas, adiantou a Xinhua.
A réplica obrigou pessoas a fugirem de edifícios e provocou a queda de 70.000 casas, no sudoeste da China, piorando a situação dos milhões de pessoas afectadas pelo primeiro sismo.
O abalo foi sentido também em Pequim, a 1.500 quilómetros de distância do epicentro.
O epicentro do novo abalo, registado às 16:21 locais (09:21 em Lisboa) e sentido a centenas de quilómetros, situou-se no distrito de Qingchuan, a cerca de 250 quilómetros a nordeste de Chengdu.

CAIXA
65.080 mortos confirmados

O sismo na China a 12 de Maio provocou 65.080 mortos confirmados e 23.150 desaparecidos, segundo um novo balanço oficial provisório, divulgado ontem por um porta-voz do Conselho de Estado (governo). O número de feridos é de 360.058, precisou Guo Weimin.
O anterior balanço anunciado no domingo indicava que o sismo teria provocado 62.664 mortos, 23.775 desaparecidos e 358.816 feridos.
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, indicou sábado temer que o número de mortos devido ao sismo de magnitude 8 na escala de Richter que atingiu o sudoeste da China a 12 de Maio possa subir “até 70.000, 80.000 ou ainda mais”.

CAIXA
Vinte detidos por roubarem às vítimas do sismo

Vinte pessoas foram presas numa das regiões devastadas pelo sismo de dia 12 no sudoeste da China por roubarem aos desalojados pelo terramoto, informou ontem a imprensa estatal chinesa.
Segundo o jornal oficial Notícias de Pequim, 20 indivíduos foram presos em Dujiangyan no domingo por roubarem às pessoas que vivem nos acampamentos improvisados para dar abrigo a milhões de desalojados pelo sismo de magnitude 8 que destruiu milhares de casas.
O jornal estatal não deu pormenores acerca do que foi roubado.
Mais três pessoas foram detidas por crimes relacionados com drogas e outra por posse ilegal de armas.
Pequim prometeu castigos pesados para os crimes nas áreas afectadas pelo sismo e relacionados com a distribuição dos donativos de ajuda às vítimas e recuperação do terramoto.
A imprensa estatal já tinha dado conta de alguns outros casos isolados de prisão por saque de casas e de lojas destruídas pelo sismo de há duas semanas.
O mais alto contacto bilateral em 60 anos entre os dois lados do Estreito da Formosa
Presidente do Kuomintang
na China pela primeira vez


O presidente do Kuomintang partiu ontem para a China para aquele que será o mais alto contacto bilateral em 60 anos entre os dois lados do Estreito da Formosa que se prepara para retomar do diálogo em Junho.
Wu Poh-hsiung, presidente do Kuomintang, tem um amanhã um encontro com o presidente chinês Hu Jintao que sublinha o rápido desenvolvimento das relações entre Taipé e Pequim desde que o Kuomintang “iniciou” o regresso ao poder com as legislativas de Janeiro e que culminaram com a vitória, em Março, de Ma Ying-jeou nas eleições presidenciais.
Wu, que será o primeiro presidente do partido a visitar o continente chinês, lidera uma delegaçào de 16 membros do Kuomintang que partiram para Nanjing num voo charter com escala em Hong Kong.
“Espero que a visita ajude a desenvolver relações positivas no Estreito da Formosa que garantam a segurança do povo de Taiwan, mantenham a prosperidade do povo e dinamizem a política governamental para a China”, afirmou Wu Poh-hsiung antes de partir para o continente.
O mesmo responsável disse estar consciente de que a delegação tem em ombros uma “grande responsabilidade” e prometeu “fazer o melhor” para a melhoria dos contactos bilaterais.
O poder de Taipé já anunciou que pretende retomar em Junho as conversações bilaterais com Pequim que estão paradas há mais de uma década e sublinhou o desejo de construir relações comerciais de turísticas mais próximas com o continente.
A agenda do governo de Taiwan está agora centrada no início dos voos directos em regime charter e ao fim-de-semana entre Taiwan e o continente e no aumento do número de turistas continentais a visitar Taiwan.
Na sua deslocação ao continente Wu Poh-hsiung tem uma visita agendada para Xangai a 29 de Outubro e a um templo budista a 30 de Maio na cidade de Jiangsu para “rezar pela paz no Estreito de Taiwan e pelas vítimas do sismo de Sichuan”.
Apesar de Taiwan e o continente chinês não terem ainda relações normalizadas, Taipé fez um donativo de 800 milhões de dólares de Taiwan (16,65 milhões de euros) e recolheu 1.200 milhões de dólares de Taiwan (25 milhões de euros) da população para as vítimas do sismo.
Além disso, as autoridades de Taipé enviaram para a zona do sismo uma equipa de resgate para ajudar nas operações de salvamento.
Tudo decidido na Taça Challenge
Nepal vence Cambodja (1-0)
e deixa Macau de fora


Vítor Rebelo

A selecção de futebol de Macau ainda esperava o milagre do apuramento para a fase final, caso o país organizador do Grupo D, Cambodja, derrotasse, na jornada de ontem, o principal favorito, Nepal.
Mas com o triunfo dos nepaleses na segunda jornada da prova, por 1-0, tudo ficou decidido na Taça Challenge, destinada a países ou regiões de “segundo plano” do futebol asiático.
O Nepal, treinado pelo alemão Thomas Flat, antigo número um do clube que eliminou o FC Porto na Liga dos Campeões, Schalke 04, voltou a agradecer à inspiração atacante de Jumani Rai, autor do único tento do desafio realizado no Estádio Nacional de Pnomh Penh, capital do Cambodja. Aconteceu a um minuto do intervalo.
Os nepaleses voltaram a ganhar à tangente, tal como havia sucedido na abertura da série, 3-2 sobre Macau.
Ainda se criou alguma expectativa para o desafio de ontem à noite, com muita assistência a apoiar a selecção local, que no entanto não foi capaz de concretizar várias oportunidades de golo, num jogo equilibrado, como se esperava.
Face à desistência da Palestina, que era outro dos candidatos para a luta pelo primeiro lugar, único que dá acesso à segunda e derradeira fase da Taça Challenge, o grupo perdeu muito do seu interesse, com apenas Nepal e Cambodja a discutirem o apuramento.
Macau partiu, como sempre, sem grandes ambições, mas acabou por “relançar-se” graças à boa exibição com o Nepal, apesar da derrota. No entanto, era de esperar uma reacção do Cambodja, a tirar partido do factor casa, o que não viria a acontecer.
Face a este desfecho, a formação nepalesa, que foi semi-finalista na edição anterior de 2006, segue novamente em frente na Taça Challenge, com dois jogos e duas vitórias (6 pontos), não podendo ser ultrapassada por nenhum dos dois adversários em prova, que ainda nem sequer pontuaram.

Jogo com o Cambodja
para cumprir calendário

A Macau resta agora, amanhã, tentar salvar a “honra do convento”, ou seja evitar o terceiro e último lugar do grupo, o que não vai ser fácil diante do igualmente “ferido” conjunto da casa.
Mas curiosamente servirá o empate à selecção macaense, treinada por Leung Weng Sui, de Hong Kong, uma vez a diferença de golos marcados e sofridos é igual (2-3 contra 0-1 dos cambojanos), mas Macau mais mais tentos apontados.
Vai ser por certo um desafio interessante, provavelmente com equilíbrio, ficando a dúvida se o “onze” do território conseguirá repetir a razoável prestação registada face ao Nepal.
Os nepaleses juntam-se assim, para a fase final da Taça Challenge ( a realizar em Hyderabad, Índia, entre 30 de Julho e 10 de Agosto), às selecções qualificadas anteriormente: Afeganistão, Tajiquistão, Coreia do Norte, Índia, Myanmar, Sri Lanka e Turquemenistão.

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